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Inteligência artificial na medicina no Brasil

A inteligência artificial para médicos no Brasil pode apoiar a documentação, a organização de antecedentes e a consulta de evidências. Seu uso deve preservar o prontuário e a autonomia do médico.

O Brasil combina regras sobre digitalização de registros, proteção de dados, telessaúde e uma resolução específica do CFM para o uso de IA na medicina.

Brasil Brasil

Documento principal: Prontuário do paciente.

Digitalização: Lei nº 13.787, de 27 de dezembro de 2018.

Dados de saúde: sensíveis sob a LGPD.

IA médica: Resolução CFM nº 2.454/2026.

O que um prontuário digital deve preservar no Brasil

O Lei nº 13.787, de 19 de dezembro de 2018 Regulamenta a digitalização e o uso de sistemas informatizados para guardar, armazenar e gerenciar prontuários. O processo deve preservar a integridade, a autenticidade e a confidencialidade.

IntegridadeO documento digital deve refletir o registro clínico sem alterações não autorizadas.
AutenticidadeA instituição deve ser capaz de demonstrar a origem, a autoria e a correspondência com o documento digitalizado ou criado.
ConfidencialidadeO acesso deve ser limitado e protegido de acordo com o sigilo profissional e a legislação de dados.
ConservaçãoA lei estabelece regras para arquivamento, digitalização e prazos de manutenção do prontuário.
Revisão profissionalO médico continua responsável pelas informações clínicas que valida e incorpora ao registro.

Uma transcrição ou resumo automático não adquire por si só as garantias do prontuário. Deve passar por revisão e pelos controles do sistema institucional. O guia de documentação clínica com IA para o Brasil oferece uma revisão operativa.

MARCO DO BRASIL

Prontuário, proteção de dados, telessaúde e IA

O Brasil conta com camadas regulatórias distintas que se complementam. A instituição deve avaliar o registro clínico, o tratamento de dados, a modalidade de atendimento e a finalidade da IA.

Lei nº 13.787

Regulamenta a digitalização, a custódia e a gestão informatizada de prontuários de pacientes.

LGPD

Classifica os dados de saúde como sensíveis e exige controles adequados para o seu tratamento.

CFM 2.314

Regulamenta a telemedicina e exige o registro do atendimento em prontuário físico ou sistema eletrônico.

CFM 2.454

Estabelece princípios para a inteligência artificial na medicina, com supervisão humana, transparência, governança e decisão final do médico.


Hospitais universitários e de alta complexidade no Brasil

O Brasil combina o SUS com grandes hospitais universitários, filantrópicos e privados. Entre as instituições de referência por complexidade, ensino, pesquisa ou inovação, encontram-se:

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP

São Paulo. Complexo universitário público de alta complexidade, ensino e pesquisa.

Hospital de Clínicas de Porto Alegre

Porto Alegre. Hospital universitário público vinculado à UFRGS e à rede EBSERH.

Hospital Israelita Albert Einstein

São Paulo. Hospital filantrópico com atendimento de alta complexidade, educação e inovação em saúde.

Hospital Sírio-Libanês

São Paulo. Hospital filantrópico de alta complexidade com atividades de ensino e pesquisa.

Seleção não exaustiva de instituições de referência. Não se trata de um ranking nem indica afiliação com a Itaca.

Prontuário, S-RES e RNDS: funções diferentes

O registro local, o sistema que o gerencia e a rede nacional de intercâmbio estão relacionados, mas não são equivalentes.

ElementoFunção principalResponsabilidade
ProntuárioConjunto de informações clínicas do paciente e registro do atendimento.O estabelecimento e os profissionais responsáveis o produzem e custodiam.
S-RESSistema de Registro Eletrônico de Saúde que captura e gerencia informações assistenciais.A organização define segurança, perfis, assinatura, rastreabilidade e integração.
RNDSRede Nacional de Dados em Saúde para interoperabilidade e continuidade no ecossistema de saúde digital.Não substitui o prontuário completo mantido pelo prestador.

A resolução do CFM mantém a decisão final no médico.

A Resolução CFM 2.454/2026 permite utilizar inteligência artificial como apoio à decisão clínica, à gestão, à pesquisa e à educação, mas mantém a palavra final sobre diagnóstico, tratamento e prognóstico no médico.

A norma exige supervisão humana e transparência para com o paciente quando a IA desempenha um papel relevante. Também aborda governança, classificação de risco, auditoria e proteção de dados. A instituição deve documentar como aplica esses princípios a cada ferramenta.

Escopo: Uma solução também pode estar sujeita a requisitos sanitários, de dispositivos médicos, de telemedicina, de ética profissional e de segurança, dependendo de sua finalidade.

Cinco perguntas para avaliar uma ferramenta

  • A inteligência artificial é classificada de acordo com sua finalidade e seu risco?
  • O médico pode aceitar, corrigir ou rejeitar a alta?
  • O paciente recebe informações quando oportuno?
  • A instituição mantém governança, auditoria e monitoramento?
  • Os dados são tratados em conformidade com a LGPD e as normas sanitárias?

Onde a inteligência artificial pode contribuir para a prática clínica brasileira

Em um sistema de escala continental, a inteligência artificial contribui quando reduz a redação repetitiva e facilita a continuidade sem substituir o prontuário, o S-RES ou o julgamento médico.

Documentação

Preparar rascunhos de notas, laudos e resumos para revisão do médico.

Padronização

Auxiliar na aplicação de estruturas e terminologias compartilhadas entre serviços e unidades.

Evidência clínica

Sintetizar fontes médicas para perguntas específicas e exibir referências.

Continuidade

Organizar antecedentes longitudinais para recuperar o contexto relevante.

A IA não resolve por si só a interoperabilidade, a qualidade documental nem a proteção de dados. É uma camada de apoio que deve se encaixar nos controles e sistemas da instituição.

Profissional de saúde revisa uma nota clínica criada com Itaca

ÍTACA NO BRASIL

A Ítaca elabora rascunhos clínicos. Sua instituição conserva o prontuário oficial.

A Ítaca ajuda a converter conversas, documentos e notas rápidas em rascunhos clínicos estruturados. Também permite trabalhar com modelos e contexto longitudinal, de acordo com as funções contratadas.

O médico revisa e aprova o conteúdo. A instituição mantém a responsabilidade pelo prontuário, pela LGPD, pelos acessos, pela custódia e pela integração com seus sistemas.

Fontes oficiais para aprofundamento

Revisão editorial e de fontes: equipe de Ítaca. Atualizado: 11 de setembro de 2026. Este conteúdo é meramente informativo e não substitui a assessoria jurídica, regulatória ou de segurança. Verifique sempre a versão vigente e as obrigações aplicáveis à sua instituição.

Perguntas frequentes sobre inteligência artificial médica no Brasil

A IA pode decidir um diagnóstico pelo médico no Brasil?

Não. A Resolução CFM 2.454 mantém a decisão final diagnóstica, terapêutica e prognóstica sob a responsabilidade do médico.

Uma ferramenta de IA substitui o prontuário?

Não. Ele pode preparar conteúdo, mas o prontuário oficial e seus controles permanecem no sistema do prestador.

Os dados de saúde são considerados sensíveis segundo a LGPD?

Sim. O seu tratamento exige proteção reforçada e uma base legal adequada.

A teleconsulta deve ser registrada?

Sim. A regulamentação do CFM exige o registro do atendimento em prontuário físico ou em um Sistema de Registro Eletrônico de Saúde.

Explore outros contextos nacionais

Compare como o prontuário clínico, a proteção de dados e a interoperabilidade mudam entre os países.

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